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A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente. 📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos". Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas"; Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas; Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Lula condena decisão dos EUA sobre facções: 'Não aceitamos ser tratados como moleques' Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas 👩🏼⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo; Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida; Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações; Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo. Agora no g1 💰 2. Consequências financeiras e econômicas Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados; Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano; Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio. Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. Tânia Rêgo/Agência Brasil 🪖 3. Soberania e ação militar: Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo; Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA. Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump Reprodução ✈️ 4. Restrições de imigração e viagens Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA; Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19. O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998. Agora no g1 A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação. Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio. Implicações para o setor Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%. Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa - cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso - é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”. No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D'Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado. Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D'Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%. "A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias", disseram os analistas do UBS BB. "Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos." STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS Reprodução/TV Globo
Nave da Blue Origin explode durante teste na plataforma de lançamento A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) na base de lançamentos da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos (veja no vídeo acima). A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), enquanto o veículo espacial passava por uma ignição estática dos motores, procedimento realizado com a nave ainda presa à plataforma. Segundo a Blue Origin, foi registrada uma "anomalia" durante a operação. A empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e disse que divulgará novas informações à medida que apurar os detalhes do incidente. Explosão de nave da Blue Origin em base de lançamento na Flórida, em 28 de maio de 2026 Reprodução/NasaSpaceFlight A atividade fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela companhia na quarta-feira (27). O plano era usar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, rede semelhante à Starlink, de Elon Musk. Na ocasião, o CEO da Blue Origin celebrou o anúncio da missão. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou. Projetada para realizar voos de longa duração, a New Glenn é a principal concorrente da Starship, nave desenvolvida pela SpaceX. Antes do incidente desta quinta, o veículo da Blue Origin já havia realizado três voos de teste sem tripulantes. O primeiro ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço. O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin. O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX. Musk e Zuckerberg viram cães-robôs que fazem 'cocô artístico' em museu Robôs humanoides chineses superam humanos em meia-maratona em Pequim
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (equipamentos acoplados aos caminhões ou tratores responsáveis por carregar a carga) pode ser buscada nas instituições financeiras habilitadas. Inserido no programa "Move Brasil", o crédito é voltado ao financiamento de veículos fabricados no Brasil e busca modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional. Serão destinados até R$ 21,2 bilhões em empréstimos. As taxas de juros podem ficar próximas a 13% ao ano, informou o governo federal. A iniciativa, de acordo com o governo, prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas. Agora no g1 Também poderão ser financiados custos associados à operação, como seguros de proteção do bem e do financiamento, além de taxas relacionadas à concessão de garantias, desde que contratados junto ao financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões. "O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo o MDIC, as condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos: o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas: o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros: o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo; admite a utilização de fundos garantidores, conforme: disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro. Linha de crédito com juros mais baratos para compra de caminhões e ônibus pode ser buscada nos bancos Luciano Ribeiro/Governo do Tocantins Como contratar Os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES. Caberá à instituição analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa. 🔎O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.
PCC e CV terroristas: Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ao comentar a repercussão da decisão do governo americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que o assunto estaria sendo usado para desviar o foco de outro tema. “O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Ainda segundo o vice-presidente, a classificação das facções como organizações terroristas pode trazer impactos negativos ao Brasil. “Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Reprodução/TV Vanguarda A declaração foi dada durante entrevista em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após ser questionado pela repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda, sobre o tema. Segundo Alckmin, o combate ao crime organizado já vem sendo realizado pelo Brasil por meio de operações e mudanças na legislação. “O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, afirmou. O vice-presidente também destacou operações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. “Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, disse. Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e Litoral Norte nesta sexta-feira para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde. Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Cintia Garcia/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina